No final da manhã de segunda-feira, 31 de março, estudantes de 13 das 17 unidades da Rede Jesuíta de Educação Básica (RJE), além de equipes diretivas e professores, participaram da live de lançamento do livro do 8º Concurso de Redação e Arte da RJE. A publicação reúne quase 80 trabalhos de alunos do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental, em três categorias: desenho, produção textual e fotografia. O tema norteador foi Tradição em inovar: Memória, esperança e experiência em um colégio jesuíta. Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos passaram por diversas etapas de seleção, sendo avaliados por mais de 3.500 estudantes e educadores, que escolheram os melhores projetos.
O diretor da Rede, professor Fernando Guidini, celebrou o sucesso do projeto e destacou a importância da iniciativa para a formação integral dos alunos e o fortalecimento da identidade jesuíta na educação. “Através das produções textuais, fotográficas e artísticas, conseguimos ler um conjunto de sensibilidades e aprendizagens que vocês foram discutindo ao longo dos meses de trabalho”, destacou. Para ele, a iniciativa “discute a dimensão das linguagens e das artes e, pelas aprendizagens possíveis desta área de conhecimento, ajuda a formar pessoas mais sensíveis, abertas e empáticas”.
Ao abordar a relação entre tradição e inovação, Guidini reforçou que a Pedagogia Inaciana “não pode se acomodar” e deve buscar constantemente novos modelos e métodos que respeitem a dignidade e a vocação de cada estudante. Ele citou o Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco, que incentiva uma educação comprometida com a fraternidade e a promoção da vida. “A tradição jesuítica, que é viva e atenta aos sinais dos tempos, inspira abertura e ousadia para construir projetos e processos que respondam aos desafios da sociedade contemporânea”, acrescentou.
O Colégio Medianeira, de Curitiba (PR), teve um papel central nesta edição, sendo o responsável por dinamizar, fazer as primeiras leituras e resenhar o projeto. Segundo o diretor acadêmico da instituição, professor Carlos Torra, a escolha do tema não foi por acaso: a definição ocorreu de forma colaborativa, envolvendo professores, orientadores, pastoral, antigos alunos que hoje são educadores e, claro, os estudantes. “Nossa intenção foi procurar um tema que despertasse criatividade, mas também possibilitasse a conexão com a memória afetiva, a criticidade e a inovação presente nos colégios da Companhia de Jesus em todo o Brasil. Cada estudante produziu a partir de uma perspectiva única, e as histórias contadas refletem essa diversidade de olhares. Essa relação entre memória e inovação é fundamental para que a experiência vivida nos colégios da Companhia se torne, de fato, vida”, destacou.
Protagonismo estudantil
O desenho da capa do livro é de autoria da estudante Marina Alves Lima Vasconcelos, do Colégio Santo Inácio, em Fortaleza (CE). Ao criá-lo, ela buscou representar “tudo o que faz parte da cabeça e do coração do estudante jesuíta”. Ela incluiu elementos, como “a Bíblia e a cruz, símbolos da nossa ligação com os ensinamentos de Cristo”, além do lápis e de outras ferramentas essenciais no processo de aprendizagem. “Participar deste concurso foi muito mais do que falar da Rede. Foi uma experiência de memória e esperança. Ser estudante jesuíta é viver a fé, a amizade, o aprendizado e a missão de transformar o mundo com amor, sabedoria e esperança”, compartilhou Marina.
Destaque na categoria Produção Fotográfica, Pietra Appel, do Colégio Anchieta, em Porto Alegre (RS), contou com a ajuda do colega Gael Klemm Veríssimo, que também teve a sua fotografia publicada no livro. Para os dois, o concurso foi uma oportunidade de pensar sobre sua identidade na Rede Jesuíta e sobre como a arte pode expressar sentimentos, memórias e esperanças. “No início, nenhum de nós estava muito inspirado sobre como criar a foto. Mas, por sermos colegas, nos inspiramos bastante e trocamos várias ideias sobre a produção”, contou. Pietra. O tema trouxe muitas inspirações e reflexões. “Nossa parceria como colegas foi essencial para esse processo. A Rede Jesuíta de Educação incentiva muito a arte em todas as suas formas, e participar desse evento foi uma experiência enriquecedora”, complementou Gael.
O texto de João Zuardi de Oliveira, do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro (RJ), recebeu o destaque na categoria Produção Textual. Para ele, escrever sobre o tema proposto foi um desafio, mas também uma oportunidade de refletir sobre a experiência de estudar em uma escola da Rede Jesuíta de Educação. “Meu texto engloba bastante os aspectos de memória, experiência e tradição que um colégio jesuíta deve ter”, explicou João.
Novidades para 2025
A próxima edição do Concurso de Redação e Arte será mediada pelo Colégio Loyola, de Belo Horizonte (MG). Presente na live, o diretor acadêmico, professor Carlos Freitas, explicou que o tema será o da Campanha da Fraternidade deste ano, Fraternidade e Ecologia Integral, e comentou algumas das novidades. Para 2025, os estudantes do 7º ano poderão criar um desenho tradicional ou digital; os do 8º ano desenvolverão um ciberpoema, que combina poesia e recursos tecnológicos; e os do 9º ano produzirão um vídeo curto no formato vlog de opinião.
O Concurso de Redação e Arte, criado em 2016, foi um chamado para o trabalho em rede e para a valorização das habilidades e talentos dos estudantes. Por meio de cada temática, o estudante é convidado à criticidade e à reflexão, expressando artisticamente o seu ponto de vista frente a diferentes questões.
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