Para Helton Junior, ex-aluno e bolsista do Colégio Loyola, em Belo Horizonte (MG), a educação não é apenas um caminho individual de crescimento, é, sobretudo, uma ferramenta legítima de transformação social. Aos 26 anos, ele se tornou o vereador negro mais jovem da história de Belo Horizonte, eleito em 2024 com 8.013 votos. Mas a sua trajetória começa dentro de uma sala de aula do Loyola.
Ele ingressou na escola em 2008, após participar de um processo seletivo para bolsas de estudo. A oportunidade surgiu por meio de sua mãe, que trabalhava na cantina da instituição e soube da seleção. A partir dali, uma nova etapa se iniciava. “Aqui eu construí os meus melhores laços, as minhas melhores amizades. A formação que eu recebi foi primordial para que eu pudesse alcançar os resultados que tive na minha vida”, recorda.
O diferencial da formação no Loyola, segundo o ex-aluno, vai além do desempenho acadêmico. “A formação aqui não se limita à nota e ao resultado. Existe uma formação humana muito significativa, que nos ajuda a entender a responsabilidade que temos não só com nós mesmos, mas com a comunidade”, afirma. Ele relembra especialmente as iniciativas de orientação vocacional promovidas pelo colégio, que lhe permitiram conhecer áreas que até então desconhecia. “Eu tive a possibilidade de conhecer o campo de públicas, uma área que eu não sabia que existia, mas que combinava muito com a minha personalidade. Sempre fui muito preocupado com o coletivo, muito envolvido com o grêmio estudantil”, explica. Essa descoberta foi decisiva para que Helton se graduasse em Gestão Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e construísse uma carreira profissional que passou pela Prefeitura de Contagem, Governo de Minas Gerais, BDMG, Quaest e Câmara Municipal de BH.
Nascido e criado no bairro Lindéia, na Regional Barreiro, Helton sempre manteve uma forte ligação com sua comunidade. Durante os anos de estudo, no entanto, a rotina de deslocamentos fazia com que ele se sentisse distante da realidade do bairro. “Eu sentia uma espécie de dívida com a minha região, porque nunca tinha tido a oportunidade de devolver para aquele espaço um pouco do que eu recebi na minha vida”, conta. Ao iniciar sua atuação política, esse sentimento se transformou em propósito. Então, passou a incluir projetos voltados diretamente para a comunidade regional, como forma de retribuição e compromisso com o território onde cresceu.
Helton relembra com clareza uma frase muito repetida durante sua formação: “aquilo que aprendemos só tem utilidade real quando é usado para amar e servir às pessoas”. Para ele, esse entendimento moldou não apenas sua escolha profissional, mas sua postura diante da vida pública. “A excelência que o Loyola prega está vinculada à formação de seres humanos e cidadãos preocupados com o todo, e não apenas com a perspectiva individual. Se hoje eu estou na posição em que estou, com condição de viver bem e também de ajudar a minha cidade, foi porque passei por esse lugar e fui impactado positivamente pelas pessoas que aqui estão. O Loyola sempre vai ter um lugar muito especial no meu coração”, completa.
Confira, abaixo, o vídeo publicado pelo Colégio Loyola sobre a trajetória do ex-aluno:

