A chegada dos primeiros jesuítas ao Brasil, em 1549, liderados por Manuel da Nóbrega, marcou o início de uma proposta educativa profundamente integrada à missão evangelizadora. Em poucos dias, já organizavam a primeira escola em Salvador (BA), estruturando um modelo que unia catequese e instrução, com foco especial nas crianças indígenas e nos filhos dos colonos. Essa concepção deu origem a uma rede de escolas, colégios e casas de formação que se expandiu pelo território, tendo como referência experiências pedagógicas inovadoras e contextualizadas, como as desenvolvidas por José de Anchieta, cuja atuação articulava língua, cultura e educação.
É nesse horizonte que se inserem as missões jesuítico-guarani, cujos 400 anos são celebrados em 2026: espaços onde fé, educação e organização social se entrelaçaram de forma singular. Assim como nas primeiras escolas do litoral, as missões também buscavam formar integralmente as pessoas, promovendo aprendizagem, convivência comunitária e valorização das culturas locais. Apesar das rupturas históricas, como a expulsão dos jesuítas em 1759, esse legado educativo foi retomado no século XIX e permanece vivo até hoje, inspirando a educação jesuíta contemporânea no Brasil, comprometida com a formação humana integral e o diálogo entre tradição e contexto.
Confira, abaixo, três depoimentos sobre a importância de fazer parte de uma instituição jesuíta de ensino:
Fontes: Texto Trajetória da educação jesuítica no Brasil, do P. Luiz Fernando Klein. Maio, 2016, e Unisinos


