No mês de maio, o Colégio dos Jesuítas, em Juiz de Fora (MG), promoveu palestras para estudantes, famílias e educadores sobre direitos, deveres e segurança no meio virtual. A promotora de Justiça Samyra Namen e a policial federal Kátia Cabral, juntamente com os agentes federais Rodrigo Pinheiro e Filipe Queiroz, abordaram o ECA Digital com as turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Em três diferentes momentos, as palestras tiveram como principal foco alertar sobre situações relacionadas ao ciberbullying e aos demais crimes cibernéticos envolvendo crianças e adolescentes, além de oferecer ferramentas de proteção e estimular hábitos mais seguros. Os estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio foram convidados a refletir sobre responsabilidade, ética e convivência no meio digital, compreendendo que suas atitudes também possuem consequências no mundo real. Durante sua fala, Samyra reforçou que, além das escolas e das famílias, a proteção dos jovens também passa a ser papel das próprias plataformas digitais: “Agora, a lei determina que haja uma representação legal no Brasil para essas empresas, algo que não existia antes, e isso as isentava de responder por qualquer problema”.
Já as famílias, os professores e os estudantes de 6º e 7º anos tiveram um encontro com Gabriela Lusquiños, promotora de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, sobre o tema Infância e telas: um olhar sobre segurança e cuidado. Representante do Protocolo Eu Te Vejo, programa criado pela juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, Gabriela alertou sobre a violência e a invisibilidade na infância e adolescência e abordou questões relacionadas aos riscos presentes nos ambientes digitais, a importância do acompanhamento familiar e os caminhos para fortalecer práticas de cuidado e prevenção. “Precisamos ensinar a partir de coisas pequenas, para que essas situações não se agravem. Ensinar com amor, com escuta, com atenção. Porque a violência é uma forma trágica de representar necessidades não atendidas”, destacou.


