As coordenações dos Comitês de Cuidado e Proteção das unidades da Rede Jesuíta de Educação (RJE) participaram, no dia 02 de julho, de uma reunião dedicada à apresentação da edição revisada da Política Interna de Proteção aos Direitos da Criança e do Adolescente. O encontro teve como objetivo detalhar as principais atualizações do documento, esclarecer dúvidas sobre sua implementação e fortalecer a atuação das equipes responsáveis por promover a Cultura do Cuidado nas unidades educativas.
Na abertura da reunião, o assessor pedagógico da RJE, Juliano Oliveira, contextualizou o processo de revisão da política. Ele recordou que o trabalho teve início em 2025, após a atualização da Política e dos Protocolos de Cuidado e Proteção da Província dos Jesuítas do Brasil. A partir desse movimento, foi constituído um grupo de trabalho formado por representantes de diferentes unidades educativas para revisar o documento da Rede, adequando-o às novas diretrizes e às experiências acumuladas pelas escolas ao longo dos últimos anos. O material foi validado pelas instâncias competentes da Província e lançado oficialmente durante o 14º Fórum de Equipes Diretivas, no mês de maio, no Colégio Loyola, em Belo Horizonte (MG).
Representando o grupo de trabalho responsável pela revisão, Tiago Cesar Agostinho, diretor administrativo do Colégio São Francisco Xavier, em São Paulo (SP), apresentou as principais mudanças incorporadas ao documento. Entre elas, destacou a reorganização dos conteúdos para tornar a leitura mais didática e a definição mais clara das competências e responsabilidades das diferentes instâncias envolvidas..
Outro avanço importante é a ampliação das orientações práticas para as equipes. A nova edição detalha exemplos de condutas adequadas e inadequadas em diferentes contextos do cotidiano escolar, reforça medidas para evitar a revitimização de crianças e adolescentes durante o acolhimento de relatos e estabelece prazos objetivos para notificações e apuração dos casos, sempre em consonância com a Política da Província. O documento também incorpora atualizações legais, como a exigência da apresentação periódica de certidões de antecedentes criminais para profissionais que atuam com crianças e adolescentes, conforme a legislação vigente.
Durante o encontro, os participantes destacaram que as mudanças tornam o documento mais acessível e funcional para o trabalho cotidiano dos Comitês, e compartilharam experiências de aplicação prática da nova política. Um dos destaques da reunião foi o retorno positivo das coordenações, que ressaltaram a linguagem mais prática e a organização do documento. “Depois de cinco anos de implementação da política nas unidades, buscamos construir um documento ainda mais aderente à realidade. A intenção foi transformar a experiência acumulada em um material mais fluido, com linguagem prática e que funcione, de fato, como um manual para apoiar o trabalho cotidiano dos Comitês de Cuidado e Proteção”, destacou Juliano.
Ao final da reunião, o diretor da Rede, professor Fernando Guidini, agradeceu ao grupo responsável pela revisão e reforçou que o documento representa um novo passo no fortalecimento da Cultura do Cuidado. Segundo ele, a política resulta da experiência construída coletivamente pela Rede e deverá orientar processos formativos em todas as unidades ao longo do próximo semestre, envolvendo todos os colaboradores. “O trabalho foi muito bem realizado, está validado em todas as instâncias e agora temos um tempo para que todos se apropriem desse documento. Mais do que cumprir exigências legais, buscamos fortalecer uma cultura institucional de cuidado, proteção e salvaguarda, coerente com nossa identidade e missão educativa”, afirmou. Nos próximos meses, as unidades educativas realizarão momentos locais de formação para apresentar a política aos colaboradores e promover o estudo do documento.

