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Estudantes da ETE FMC desenvolvem satélite para monitoramento de carbono

Quatro estudantes da ETE FMC, em Santa Rita do Sapucaí (MG), estão desenvolvendo o CubeSat Hórus, projeto voltado ao monitoramento ambiental por meio da medição e análise dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera. A iniciativa reúne os alunos Igor Balbino de Carvalho, Isabele da Silveira Abranches, João Henrique Araújo dos Santos e Lucas Andrade Silveira.
O diferencial do projeto está justamente na proposta de utilizar um microssatélite equipado com um sensor dedicado ao monitoramento dos níveis de carbono. A ideia é produzir dados que possam contribuir para uma compreensão mais precisa das condições atmosféricas e reforçar o papel da tecnologia no acompanhamento das mudanças climáticas.

O nome Hórus foi inspirado na mitologia egípcia. Associado ao deus dos céus, frequentemente representado como um falcão de visão aguçada, Hórus simboliza a capacidade de observar a Terra de uma perspectiva privilegiada. A referência está diretamente relacionada à missão do projeto: acompanhar a saúde do planeta a partir do alto.

Da inspiração à prática

A criação do CubeSat Hórus surgiu da necessidade de desenvolver formas mais práticas de monitorar as mudanças climáticas. Segundo os estudantes, o incentivo da Feira de Projetos da ETE FMC (Projete) foi fundamental para transformar a ideia em um projeto concreto. Outro fator de inspiração foi o trabalho desenvolvido por ex-alunos da ETE FMC que já participaram de lançamentos de satélites em edições anteriores da Olimpíada Brasileira de Satélites (Obsat). O sucesso dessas equipes mostrou aos atuais estudantes que era possível dar continuidade à trajetória da escola na competição.

A proposta também busca ampliar o acesso a informações ambientais. Em vez de depender exclusivamente de dados produzidos por grandes agências espaciais internacionais, a equipe pretende desenvolver uma solução capaz de coletar dados locais e, futuramente, contribuir para análises em tempo real. Dessa forma, o projeto procura demonstrar como a tecnologia desenvolvida por jovens pode contribuir diretamente para a preservação ambiental.

Projeto avança na Obsat

O desenvolvimento do CubeSat Hórus já passou por etapas importantes. Na primeira fase, a equipe definiu a missão de monitoramento de carbono, selecionou os componentes eletrônicos e obteve a aprovação da banca da Obsat.
Na segunda etapa, os estudantes avançaram para a construção e os testes do protótipo. Foram realizadas a montagem física do equipamento, a programação do microssistema e testes de bancada destinados a verificar o funcionamento e a transmissão dos dados. A conquista mais recente foi a classificação oficial para a terceira fase da competição, garantindo à equipe uma vaga no evento presencial regional de avaliação.

Agora, os estudantes se preparam para uma nova etapa, que inclui inspeção técnica presencial e testes de bancada realizados pelos avaliadores. O objetivo é obter a homologação do CubeSat e alcançar a pontuação necessária para viabilizar o lançamento do equipamento por meio de um balão estratosférico. Caso a equipe consiga realizar o lançamento e coletar dados reais da atmosfera, o próximo desafio será buscar a classificação para a grande final nacional da competição.

Expectativas para a continuidade do projeto

Para Igor, o desenvolvimento do CubeSat representa um dos principais marcos de sua trajetória na Projete. “Esse projeto foi o nosso grande marco na Projete, onde todo o nosso esforço nos rendeu uma medalha, mas o verdadeiro prêmio é ver que construímos algo totalmente funcional e de real valor”, afirma. O estudante destaca, ainda, a intenção de demonstrar que a tecnologia desenvolvida dentro dos laboratórios da ETE FMC pode ultrapassar os limites da escola e gerar soluções concretas para a sociedade. Isabele também demonstra entusiasmo com as próximas etapas. Para ela, a expectativa é que o projeto continue evoluindo e que o trabalho desenvolvido pela equipe seja reconhecido. A estudante espera representar a ETE FMC na fase nacional e considera a experiência importante para sua formação e para seu interesse pela área.

João Henrique ressalta a expectativa de acompanhar o satélite nos céus e de conhecer outros projetos de inovação tecnológica relacionados ao setor espacial. Para o estudante, a continuidade da iniciativa representa também uma oportunidade de divulgar o trabalho desenvolvido pela equipe e levar o nome da ETE FMC para outras regiões do país por meio da iniciação científica.

Já Lucas espera que o CubeSat consiga cumprir sua missão de monitorar o carbono de maneira eficiente. Além de verificar o funcionamento do protótipo, o estudante considera o projeto uma oportunidade para ampliar conhecimentos, aplicar conteúdos aprendidos em sala de aula e desenvolver novas habilidades.

De acordo com a equipe, o apoio da ETE FMC tem sido fundamental para o desenvolvimento do projeto e para a participação na Obsat. A escola oferece suporte técnico, disponibiliza seus laboratórios para a realização de testes e montagens e conta com professores que orientam os estudantes ao longo do processo. A iniciativa também permite que conhecimentos adquiridos nas áreas de eletrônica, telecomunicações e programação sejam aplicados diretamente na construção do CubeSat.

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