O Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), lançou, no dia 29 de outubro, o livro Colégio Anchieta: um sonho que se realizou. De caráter histórico e documental, a obra percorre os 140 anos da instituição e apresenta os vínculos construídos com a cidade ao longo de mais de um século de missão educativa.
Realizado nas dependências do Colégio, o lançamento reuniu autoridades, educadores, antigos alunos, colaboradores, representantes da imprensa e convidados. O encontro proporcionou ao público a oportunidade de conhecer a publicação e revisitar episódios que integram não apenas a história do Anchieta, mas também a memória educacional, cultural e social de Nova Friburgo. A pesquisa histórica, o texto e a organização da obra são da historiadora e escritora Janaína Botelho, reconhecida pelo trabalho de investigação, registro e divulgação da história do município.
Fundado em 12 de abril de 1886 por padres jesuítas, o Colégio Anchieta acompanhou diferentes períodos da história de Nova Friburgo e do Brasil. Ao longo dessa trajetória, consolidou sua presença na educação da cidade, mantendo uma proposta formativa inspirada na espiritualidade e na tradição educativa da Companhia de Jesus.
Por meio de fotografias, documentos, relatos e registros históricos, o livro recupera acontecimentos, personagens e transformações que marcaram a instituição. A publicação evidencia como a história do Colégio se entrelaça com o desenvolvimento de Nova Friburgo e acompanha as mudanças sociais, culturais e educacionais vividas pelo município.
Entre as personalidades que passaram pelo Anchieta está o poeta Carlos Drummond de Andrade, que estudou no antigo colégio-internato nos anos de 1918 e 1919. Sua passagem por Nova Friburgo deixou registros em sua produção literária e integra a memória histórica da instituição. Outros nomes de destaque na vida cultural, religiosa, científica e pública brasileira também tiveram suas trajetórias ligadas ao Colégio, entre eles Euclides da Cunha, Sobral Pinto, Augusto Ruschi, Pe. Leonel Franca, Dom Luciano Mendes de Almeida e Egberto Gismonti.
A obra também dedica atenção ao patrimônio arquitetônico do Colégio Anchieta. Localizado no tradicional Morro do Chateau, o edifício histórico, conhecido pelos friburguenses como Casarão Amarelo, destaca-se pela arquitetura de inspiração neoclássica e por sua presença marcante na paisagem da cidade. O conjunto possui tombamento definitivo pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, o Inepac, datado de 13 de fevereiro de 1978.


